sábado, 1 de novembro de 2008

Estilhaço


Bate rápido em meu peito, descontroladamente
A junção de dores, alegrias, saudades.
Raiva, ódio e amor, como sempre.
Bate as asas beija flor, leve a minha dor e não volte mais.
Vai por que não quero mais ver a beleza dos animais.
Pobres seres. Pobre de mim.
Como um pêndulo descontrolado o meu corpo treme, intensamete.
E não há quem o segure, não há quem o aguente.
Pois a dor é tão forte, tão dormente,
Que jamais sairá de mim, de minha mente.
Que jamais perdoará quem a causou e não viverá mais como antes.
Meus pés tentam correr no tempo para esquecer.
Mas meu corpo se estilhaçou.
Juntei pedaço por pedaço, cada qual em seu lugar.
Mas um deles, bem pequeno, não tem onde se encaixar.
Então eu sigo.
Sem ele, esperando a vida passar.
E lá no fim, no fim de tudo, vou sorrir e olhar para trás.
Vou chorar...
Vou me abandonar.