Hoje pensei.
Se os seres humanos fossem fiéis a si mesmos,
Se os manipuladores fossem os manipulados,
Se a dor fosse a alegria...
Como seria? Eu não sei.
Talvez melhor, muito melhor!
Mas os desejos são meros desejos,
Raramente acontece um milagre.
Sim, para mim os milagres existem.
Uma nova vida, um assunto resolvido, uma aspiração concretizada.
Mas os milagres são feitos por nós.
E se as coisas hoje, não andam nada bem, eles quase nunca acontecem.
Uma pena.
Eu só sei que almejo mudanças drásticas na sociedade.
Que façam as dores diminuírem e o amor se eternizar.
O amor por todas as pessoas e pelo orgulho das coisas boas que o mundo oferece.
O amor por um momento, seja ele qual for.
O amor pelas lembranças e pela esperança.
O amor pelos próprios sentimentos.
Meus sentimentos são amados por mim.
Não custaria nada esperar as coisas melhorarem.
Mas a verdade é que nem sempre vale à pena esperar.
terça-feira, 14 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Um Bom Amigo
Ah! Eu já tive um bom amigo.
Aquele amigo que não te deixa por um segundo sequer.
Está sempre ao lado, ou no telefone que não pára de tocar.
Era uma amiga na verdade.
Nós duas brincamos juntas todos os dias da nossa infância.
A energia nunca se esgotava!
Era uma amizade incrível!
Os anos foram se passando, e por mais estranho que pareça
a nossa amizade caminhava sempre para o sentido oposto do fim.
Fomos crescendo lado a lado, por opção e por promessa.
Promessas...
E na idade em que cada um escolhe o seu caminho,
Escolhemos o mesmo, por opção.
Absolutamente nostálgico.
A nossa amizade era todas as lembranças de uma vida sendo revividas!
Ela significava o mundo para mim.
Eu significava o mundo para ela...
Hoje, pelas regras da vida, não nos vemos há um bom tempo.
E mesmo assim vejo o fim da amizade lá longe, quando olho para trás.
O orgulho que sinto pela pessoa que ela se tornou é tão explosivo quanto as nossas lembranças.
E sei que ainda eu sou o mundo para ela, e ela ainda é o mundo para mim.
A questão da distância é simples...
Sempre sonhamos em conhecer o Universo.
Está sempre ao lado, ou no telefone que não pára de tocar.
Era uma amiga na verdade.
Nós duas brincamos juntas todos os dias da nossa infância.
A energia nunca se esgotava!
Era uma amizade incrível!
Os anos foram se passando, e por mais estranho que pareça
a nossa amizade caminhava sempre para o sentido oposto do fim.
Fomos crescendo lado a lado, por opção e por promessa.
Promessas...
E na idade em que cada um escolhe o seu caminho,
Escolhemos o mesmo, por opção.
Absolutamente nostálgico.
A nossa amizade era todas as lembranças de uma vida sendo revividas!
Ela significava o mundo para mim.
Eu significava o mundo para ela...
Hoje, pelas regras da vida, não nos vemos há um bom tempo.
E mesmo assim vejo o fim da amizade lá longe, quando olho para trás.
O orgulho que sinto pela pessoa que ela se tornou é tão explosivo quanto as nossas lembranças.
E sei que ainda eu sou o mundo para ela, e ela ainda é o mundo para mim.
A questão da distância é simples...
Sempre sonhamos em conhecer o Universo.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Paciência, paciência...
O tempo vai, flutuando nas correntes de ar.
E todos vão, juntos.
Às vezes uma mão puxa a outra e depois solta.
Às vezes, as mãos nem ao menos se estendem umas às outras.
E em casos raros, as mãos se estendem, se encontram e se vão.
Paciência, paciência...
As ondas vão quebrando violentamente nos corpos cansados.
E todos caem, juntos.
E são levados pela indiferença, pela ignorância de achar que está tudo bem.
E são levados pela dor que nos leva também.
Divide a vida, divide a alma e divide o coração.
Divide a alegria, divide a razão e divide a opinião.
E haja paciência para nos darmos as mãos, os braços, os olhos, os ouvidos...
E haja paciência para mantermos os pés no chão e pularmos as ondas...
E haja paciência para juntarmos todos os cacos de vida escangalhados...
Mas antes, haja amor para aceitar os traços do desenho imperfeitamente perfeito.
E aprovar os dedos que o fizeram.
Houve.
Eu.
Seguro a tua mão.
Te levo comigo.
Até o fim.
O tempo vai, flutuando nas correntes de ar.
E todos vão, juntos.
Às vezes uma mão puxa a outra e depois solta.
Às vezes, as mãos nem ao menos se estendem umas às outras.
E em casos raros, as mãos se estendem, se encontram e se vão.
Paciência, paciência...
As ondas vão quebrando violentamente nos corpos cansados.
E todos caem, juntos.
E são levados pela indiferença, pela ignorância de achar que está tudo bem.
E são levados pela dor que nos leva também.
Divide a vida, divide a alma e divide o coração.
Divide a alegria, divide a razão e divide a opinião.
E haja paciência para nos darmos as mãos, os braços, os olhos, os ouvidos...
E haja paciência para mantermos os pés no chão e pularmos as ondas...
E haja paciência para juntarmos todos os cacos de vida escangalhados...
Mas antes, haja amor para aceitar os traços do desenho imperfeitamente perfeito.
E aprovar os dedos que o fizeram.
Houve.
Eu.
Seguro a tua mão.
Te levo comigo.
Até o fim.
Pense bem.
O tempo comanda a vida.
Enquanto nada se ajeita
Só é necessário ter força,
Só é necessário ter fé.
Passe bem.
Se o peito se reprime,
Busque ar em outro mundo.
Só é necessário encontrar,
Só é necessário manter.
Além da vida ser curta
A felicidade não espera por ninguém.
E não há lugar no mundo
Para quem do mundo se faz refém.
E a vida pode ser mais longa
Se existir, fizer bem.
O tempo comanda a vida.
Enquanto nada se ajeita
Só é necessário ter força,
Só é necessário ter fé.
Passe bem.
Se o peito se reprime,
Busque ar em outro mundo.
Só é necessário encontrar,
Só é necessário manter.
Além da vida ser curta
A felicidade não espera por ninguém.
E não há lugar no mundo
Para quem do mundo se faz refém.
E a vida pode ser mais longa
Se existir, fizer bem.
Rumo à Razão
A razão perdeu o rumo enquanto busco o meu caminho. E se nada mais tem seu único sentido, De que me vale respirar?
sábado, 1 de novembro de 2008
Estilhaço
Bate rápido em meu peito, descontroladamente
A junção de dores, alegrias, saudades.
Raiva, ódio e amor, como sempre.
Bate as asas beija flor, leve a minha dor e não volte mais.
Vai por que não quero mais ver a beleza dos animais.
Pobres seres. Pobre de mim.
Como um pêndulo descontrolado o meu corpo treme, intensamete.
E não há quem o segure, não há quem o aguente.
Pois a dor é tão forte, tão dormente,
Que jamais sairá de mim, de minha mente.
Que jamais perdoará quem a causou e não viverá mais como antes.
Meus pés tentam correr no tempo para esquecer.
Mas meu corpo se estilhaçou.
Juntei pedaço por pedaço, cada qual em seu lugar.
Mas um deles, bem pequeno, não tem onde se encaixar.
Então eu sigo.
Sem ele, esperando a vida passar.
E lá no fim, no fim de tudo, vou sorrir e olhar para trás.
Vou chorar...
Vou me abandonar.
A junção de dores, alegrias, saudades.
Raiva, ódio e amor, como sempre.
Bate as asas beija flor, leve a minha dor e não volte mais.
Vai por que não quero mais ver a beleza dos animais.
Pobres seres. Pobre de mim.
Como um pêndulo descontrolado o meu corpo treme, intensamete.
E não há quem o segure, não há quem o aguente.
Pois a dor é tão forte, tão dormente,
Que jamais sairá de mim, de minha mente.
Que jamais perdoará quem a causou e não viverá mais como antes.
Meus pés tentam correr no tempo para esquecer.
Mas meu corpo se estilhaçou.
Juntei pedaço por pedaço, cada qual em seu lugar.
Mas um deles, bem pequeno, não tem onde se encaixar.
Então eu sigo.
Sem ele, esperando a vida passar.
E lá no fim, no fim de tudo, vou sorrir e olhar para trás.
Vou chorar...
Vou me abandonar.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Hoje
Hoje eu digo o que a vida não me diz.
Hoje, me falta força para ser feliz.
Hoje o tempo não passou.
Hoje, mais nada sobrou.
A economia de sentimentos, hoje, não existe mais.
Sentimentos que para sentir me tornei incapaz.
E a sabedoria se apagou.
Hoje, só hoje.
Hoje, me falta força para ser feliz.
Hoje o tempo não passou.
Hoje, mais nada sobrou.
A economia de sentimentos, hoje, não existe mais.
Sentimentos que para sentir me tornei incapaz.
E a sabedoria se apagou.
Hoje, só hoje.
domingo, 7 de setembro de 2008
Momentâneo
Curiosamente alcancei uma alegria diferente.
Foi algo totalmente momentâneo
Que fez parar o segundo que vivia.
E em vez de tudo parar, os movimentos se entrelaçaram.
Os passos se tornaram barulhentos e tortos, como se tivessem defeito.
As vozes em vez de mansas, berravam entusiasmadas a falta de coragem de cada ser humano.
Como se isso desse orgulho e força.
Diante daquela selva de animais raivosos,
Disparou dentro de mim uma felicidade aguniante.
Um desepero estável numa corda bamba.
Enquanto todos se penduravam na corda e a balançavam, eu fingia voar.
E não caí.
Fui chegando cada vez mais alto, até aquele único segundo passar.
E no meu peito bate a superação das minhas expectativas,
Na minha veia corre o sangue mais vermelho e vivo.
E na minha boca existe o sorriso mais feio e puro.
Por ter colocado dentro de um livro, todas as ameaças,
E ter seguido em frente, derrubando todos os muros.
Foi algo totalmente momentâneo
Que fez parar o segundo que vivia.
E em vez de tudo parar, os movimentos se entrelaçaram.
Os passos se tornaram barulhentos e tortos, como se tivessem defeito.
As vozes em vez de mansas, berravam entusiasmadas a falta de coragem de cada ser humano.
Como se isso desse orgulho e força.
Diante daquela selva de animais raivosos,
Disparou dentro de mim uma felicidade aguniante.
Um desepero estável numa corda bamba.
Enquanto todos se penduravam na corda e a balançavam, eu fingia voar.
E não caí.
Fui chegando cada vez mais alto, até aquele único segundo passar.
E no meu peito bate a superação das minhas expectativas,
Na minha veia corre o sangue mais vermelho e vivo.
E na minha boca existe o sorriso mais feio e puro.
Por ter colocado dentro de um livro, todas as ameaças,
E ter seguido em frente, derrubando todos os muros.
sábado, 23 de agosto de 2008
Num pingo de tempo
A cada momento, a incompatibilidade aumenta.
O tempo não se encaixa às pessoas e as pessoas não se encaixam no tempo.
Emaranham-se dedos e fios de cabelo,
E a minha força simplesmente não aguenta.
Maldita fúria que pesa como lixo,
Maldita máfia de maritacas roucas que rodeiam a tua cabeça.
Antes se esconder numa caixa de papelão,
A sangrar os olhos, a sangrar a tua mão.
As ilusões se esqueceram, e a vida chegou!
Essa é a hora de revirar e remexer o buraco que cavaste.
Arregassa as mangas e mergulha na terra, tira tudo de lá.
Desafoga a alegria de criança, desenterra o teu corpo e corre.
Vai! Corre daqui, busca o pingo de chuva que não caiu.
Encontra o pedaço de dente que não sorriu.
Desfaz a bagunça das maritacas.
E me leva com você, antes que tempo rode e o pingo de chuva caia na terra.
Me leva, antes que se enterre a esperança.
O tempo não se encaixa às pessoas e as pessoas não se encaixam no tempo.
Emaranham-se dedos e fios de cabelo,
E a minha força simplesmente não aguenta.
Maldita fúria que pesa como lixo,
Maldita máfia de maritacas roucas que rodeiam a tua cabeça.
Antes se esconder numa caixa de papelão,
A sangrar os olhos, a sangrar a tua mão.
As ilusões se esqueceram, e a vida chegou!
Essa é a hora de revirar e remexer o buraco que cavaste.
Arregassa as mangas e mergulha na terra, tira tudo de lá.
Desafoga a alegria de criança, desenterra o teu corpo e corre.
Vai! Corre daqui, busca o pingo de chuva que não caiu.
Encontra o pedaço de dente que não sorriu.
Desfaz a bagunça das maritacas.
E me leva com você, antes que tempo rode e o pingo de chuva caia na terra.
Me leva, antes que se enterre a esperança.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Metal

Aglomerado de átomos.
Uns livres, outros não.
Eletropositivo,
Resiste à tração
E se transforma em fios...
Fios de pautas musicais sonoras.
De continuação de notas e de sons.
Fios que invadem minha cabeça e dançam dentro de mim.
Resisto.
Resisto à dor de ouvir uma realeza de pura elegância.
Resisto à morte do silêncio.
Uns livres, outros não.
Eletropositivo,
Resiste à tração
E se transforma em fios...
Fios de pautas musicais sonoras.
De continuação de notas e de sons.
Fios que invadem minha cabeça e dançam dentro de mim.
Resisto.
Resisto à dor de ouvir uma realeza de pura elegância.
Resisto à morte do silêncio.
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